O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportações (CZPE) aprovou nesta terça-feira (25/8) a implantação de cinco novos projetos industriais e de serviços nas ZPEs de Pecém (CE), Bacabeira (MA) e Parnaíba (PI), com investimentos previstos de R$ 206 bilhões.
Os projetos abrangem as áreas de economia digital, energias renováveis e siderurgia verde, com projeção de novas exportações da ordem de R$ 40 bilhões anuais a partir de 2029.
Para a ZPE de Pecém, foi aprovada a construção de mais um datacenter, desta vez ligado à empresa Voltalia Energia do Brasil. O investimento previsto é de R$ 181,7 bilhões, com geração de 2.300 empregos diretos na implementação e 400 na fase operacional.
O projeto prevê ainda expansão da rede de usinas eólicas e solares para atender a demanda do centro de processamento de dados, além da adoção de água de reuso para refrigeração dos equipamentos.
Para a ZPE de Bacabeira (MA) foram aprovados três projetos nas área de energia renovável e siderurgia sustentável.
Com investimento de R$ 2,7 bilhões, a 4Wood Biotech vai instalar em Bacabeira uma biorrefinaria para processamento de biomassa de bambu, com o objetivo de produzir e exportar de etanol de segunda geração, além de outros bioprodutos.
Já a H2X pretende produzir e exportar hidrogênio verde incorporado a e-metanol, em projeto de R$ 2 bilhões; enquanto a Hydeas planeja investir R$ 18,5 bilhões para produzir HBI Verde (ferro-esponja), utilizando fontes renováveis de energia. Os três projetos estimam criar 10 mil empregos diretos durante a implantação e outros 550 na operação.
Por fim, para a ZPE de Parnaíba (PI) foi aprovado investimento de R$ 1,1 bilhão da empresa Hymetalx, para instalação de unidade voltada à produção de ferro-gusa verde, usando hidrogênio verde produzido a partir de energia elétrica renovável, e com expectativa de 605 empregos diretos totais.
Em conjunto, os projetos aprovados reforçam a capacidade das ZPEs de induzir investimentos de maior conteúdo tecnológico e ambiental, ampliar a agregação de valor no território nacional e inserir o Brasil em cadeias produtivas associadas à transição energética e à descarbonização. Os resultados esperados incluem ainda maior aproveitamento de recursos locais, recuperação de áreas degradadas, redução de emissões e geração de novas oportunidades de emprego, renda e integração produtiva nas regiões alcançadas.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
























