A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis‑MT) finaliza nesta terça‑feira (14 de abril) o curso “Soft Skills: inteligência emocional, comunicação e pensamento criativo para docência – Nível 2”, reunindo magistrados, magistradas, servidoras e servidores em atividades voltadas ao desenvolvimento de competências socioemocionais, estratégias de comunicação e estímulo ao pensamento criativo aplicados ao contexto educacional e institucional. A capacitação começou em 11 de abril, pela plataforma Moodle, no formato ensino a distância; e seguiu nos dias 13 e 14 de abril, no formato presencial, na Escola.
A formação integra o Programa de Formação de Formadores – Nível 2 (FOFO II), etapa obrigatória para docentes que já concluíram o Nível 1, e tem como proposta aprofundar ferramentas relacionadas à gestão da sala de aula, à comunicação, à mediação de conflitos e à inteligência emocional, considerando os desafios próprios do ambiente educacional no âmbito do Judiciário.
Um dos formadores do curso, o pedagogo e doutor em Educação Erisevelton Silva Lima, destacou a importância da iniciativa e parabenizou a Esmagis‑MT por investir de forma contínua na capacitação de seus quadros. Segundo ele, o curso consolida competências desenvolvidas ao longo dos três módulos anteriores do Fofo I e vai além ao tratar de aspectos mais complexos da docência.
“Estamos trazendo elementos mais focados na gestão da sala de aula, das emoções, dos conflitos e do conhecimento, numa sala que não é necessariamente só a sala física, mas é um agrupamento de pessoas que estão ali reunidas em torno de alguns objetivos nem sempre comuns. Então, o curso visa desenvolver essas ferramentas socioemocionais desse formato”, afirmou.
Para o juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Pará e também formador da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), Fábio Penezi Póvoa, a abordagem das soft skills é essencial para qualificar o trabalho do formador judicial. Ele destacou que o ambiente de formação é, necessariamente, heterogêneo e exige habilidades que vão além do domínio técnico do conteúdo. “Essas competências paralelas, especialmente o saber fazer e o saber ser, são fundamentais para lidar com a diversidade de experiências e perspectivas presentes em sala de aula”, pontuou.
O magistrado também ressaltou que o aprimoramento dos formadores reflete diretamente na qualidade do serviço público. “Com formadores mais preparados, temos profissionais que retornam às suas funções aprimorados, prestando um melhor serviço à população”, acrescentou.
Participante do curso, o juiz Victor Lima Pinto Coelho, da Vara Única da Comarca de Vera, salientou a relevância da didática do curso no exercício da magistratura. Para ele, o conhecimento técnico precisa estar aliado à capacidade de comunicação. “Não basta ter conhecimento, é preciso saber transmitir. O juiz também exerce uma função social de difusão do conhecimento jurídico, seja junto à equipe, seja em eventos ou palestras para a comunidade, muitas vezes lidando com temas complexos para públicos que não são da área”, complementou.
A assessora da Diretoria do Foro de Cuiabá, Mariana Coelho, destacou que, embora o curso seja direcionado à formação de formadores, o tema da inteligência emocional possui aplicação direta no cotidiano do trabalho no Judiciário. “A gente passa grande parte do tempo no ambiente de trabalho. Desenvolver a inteligência emocional ajuda a lidar melhor com adversidades e com as pessoas, seja na sala de aula ou nas rotinas institucionais”, avaliou.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Autor: Lígia Saito
Fotografo: Élcio Evangelista
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
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