Pacientes do SUS serão atendidos por hospitais particulares para a realização de 600 mil cirurgias e exames

publicidade

O Ministério da Saúde já tem contratos com hospitais privados e filantrópicos de 21 estados para realizar mais de 600 mil procedimentos gratuitos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), entre exames, consultas e cirurgias. Ao todo, R$ 1 bilhão já foi formalizado por meio de créditos financeiros do programa Agora Tem Especialistas com 259 instituições de todas as regiões do país.

A estratégia amplia a capacidade de atendimento do SUS ao permitir que hospitais privados e filantrópicos abram suas portas para pacientes da rede pública, realizando procedimentos e atendimentos em troca de créditos que podem ser utilizados para abatimento de tributos federais, fortalecendo a oferta de serviços especializados e reduzindo o tempo de espera da população.

Em agenda no estado do Rio de Janeiro neste sábado (29), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o Hospital Niterói D’Or, da Rede D’Or São Luiz, que aderiu ao programa Agora Tem Especialistas com a oferta de cirurgias cardíacas de alta complexidade. Padilha destacou a importância da parceria para o fortalecimento do SUS.

“A gente pode ter no SUS um atendimento rápido, reduzindo o tempo que as pessoas estão esperando nas filas. Para isso que a gente fez o Agora Tem Especialistas, que está ajudando cidades, como Niterói, a fazer mais cirurgias, mais exames, mais consultas especializadas.”

Dos 600 mil procedimentos previstos, 458 mil serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), estratégia que unifica consultas, exames e diagnósticos de uma mesma especialidade em um único pacote de atendimento, o que acaba com a peregrinação dos pacientes por diferentes unidades. Outros 142 mil correspondem a procedimentos cirúrgicos de diferentes complexidades em especialidades como oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia. 

Leia Também:  Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

A maior previsão é em oftalmologia, com 170 mil procedimentos por ano, seguida por cardiologia (133 mil), ortopedia (113 mil) e oncologia (72 mil).

Terapia renal substitutiva garante assistência

Uma das novidades do componente de crédito financeiro é a inclusão da Terapia Renal Substitutiva (TRS). A modalidade já conta com 136 instituições vinculadas, ampliando a capacidade de atendimento de pacientes que precisam de hemodiálise.

A inclusão da TRS expande o alcance da estratégia do Agora Tem Especialistas para além dos procedimentos eletivos e permite mobilizar a rede privada e filantrópica também para uma assistência contínua e essencial para quem precisa de hemodiálise. Ao todo, R$ 350 milhões dos contratos estão destinados à modalidade, valor que garante atendimento continuado para cerca de 40 mil pacientes todos os meses.

As instituições que aderem ao programa recebem um incremento financeiro pelos atendimentos, que é pago por meio dos créditos financeiros, que podem ser utilizados para abater tributos federais. 

Atendimento chega à população

A ampliação da oferta já está se transformando em atendimento à população — 23 estabelecimentos já tiveram produção validada, com 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada, ou seja, consultas, exames e cirurgias já realizados em pacientes do SUS.

Leia Também:  Ministério da Saúde premia 27 experiências com potencial de replicabilidade no SUS

Referência nacional: Padilha conhece estrutura do Super Centro de Niterói (RJ)

Padilha também realizou visita técnica ao Super Centro de Saúde, Imagens e Especialidades de Niterói (RJ). A unidade tem capacidade de atender 7 mil pessoas por mês e busca reduzir o tempo entre a consulta, a confirmação do diagnóstico e o início do tratamento. A estrutura oferece procedimentos como tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia, colonoscopia e ecocardiograma, entre outros.

O Super Centro conta ainda com um mamógrafo digital moderno, equipado com tecnologia que permite obter imagens de alta qualidade e identificar alterações suspeitas com maior precisão. O equipamento contribui para o diagnóstico precoce do câncer de mama e para o encaminhamento mais ágil das pacientes que precisarem de investigação ou tratamento.

“E esse modelo aqui do Super Centro, onde nós estamos fazendo as policlínicas pelo PAC, é o modelo que vai ser a referência para todo o Brasil de como deve funcionar esse atendimento mais rápido, com mais dignidade e com os equipamentos mais modernos” afirmou o ministro.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide